Conteúdo técnico-científico destinado a médicos e profissionais de saúde. Não substitui avaliação médica individualizada.
InícioMembro inferior e pelve › Winquist-Hansen

Cominuição da fratura diafisária do fêmur: Winquist-Hansen

Dr. André Peixoto Dr. André Peixoto · Membro inferior e pelve · Leitura de 4 min

Quantificar a cominuição para planejar a haste

A fratura diafisária do fêmur é tratada, na esmagadora maioria dos casos, com haste intramedular bloqueada. A classificação de Winquist-Hansen gradua o grau de cominuição — quantidade de fragmento cortical e contato entre os fragmentos principais — porque é isso que define a necessidade e o tipo de bloqueio (travamento) da haste.

Os graus de cominuição

GrauCominuiçãoContato cortical
0Ausente (traço simples)Total
IFragmento pequeno (< 25% da largura)Preservado
IIFragmento de 25–50% da largura≥ 50% de contato entre os principais
IIIFragmento de 50–75% da largura< 50% de contato
IVCominuição circunferencialAusente (sem contato)
0Simples I–IIFragmento < 50% III50–75% IVCircunferencial Hastebloqueada
Figura 1 — Cominuição crescente (0 a IV) com perda progressiva do contato cortical; à direita, a haste intramedular bloqueada que estabiliza comprimento e rotação.
Pérola: quanto maior a cominuição, menor o contato cortical e maior a instabilidade axial e rotacional — daí a necessidade de bloqueio estático (proximal e distal) para manter comprimento e rotação.
Armadilha: em graus III e IV o bloqueio estático é obrigatório. O erro mais comum é a deformidade rotacional e o encurtamento — confira a rotação comparando com o membro contralateral no intraoperatório.

Pontos-chave

Referências

  1. Winquist RA, Hansen ST Jr, Clawson DK. Closed intramedullary nailing of femoral fractures. J Bone Joint Surg Am. 1984;66(4):529-539.
  2. Tornetta P, Ricci WM, Court-Brown CM, et al. Rockwood and Green's Fractures in Adults. 9ª ed. Wolters Kluwer; 2019.

Leia também em membro inferior e pelve

Ver todas as classificações de membro inferior e pelve →